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Iguá Lab inova e premia melhores apresentações de startups finalistas

O pedreiro Josemar chega em casa após o trabalho e descobre que não tem água. Ele se esqueceu de pagar a conta. Josemar é um dos 55 milhões de desbancarizados do Brasil e no dia seguinte, logo cedo, em vez de ir trabalhar terá que comparecer a uma unidade da concessionária, pedir a segunda via da fatura e efetuar o pagamento em dinheiro. Até o processamento do pagamento e a religação da água podem transcorrer cerca de 48 horas. A vida seria mais simples se Josemar pudesse colocar crédito extra no celular e usá-lo para pagar pelo serviço.

Foi assim que o empreendedor Julio Figueiredo, da startup Pop Recarga, apresentou sua solução para reduzir a inadimplência de pagamento no setor de saneamento, pontualmente em 5 minutos. A seguir, demonstrou segurança ao responder às questões da banca avaliadora composta por executivos da Iguá, investidores e integrantes do ecossistema de empreendedorismo.

Por conseguir vender tão bem sua ideia, ele foi premiado. Também foram reconhecidas as apresentações feitas pelos empreendedores da Talent Matching e da Stattus4, no evento realizado em 17 de julho. Ao todo, 16 empresas das 90 que se inscreveram na primeira edição do Iguá Lab tiveram a oportunidade de apresentar suas soluções para os cinco desafios do setor de saneamento.

O reconhecimento não significa ter vencido o programa. No entanto, é uma etapa fundamental, pois se o empreendedor não sabe dizer o que sua empresa faz, como e qual o seu diferencial, pode minar as chances de conseguir investimento, aceleração ou negócios. “Decidimos reconhecer as melhores apresentações do dia apontando que eles estão no caminho certo, ao nosso ver”, diz Gustavo Guimarães, presidente da Iguá Saneamento e um dos integrantes da banca avaliadora.

Como fazer um bom pitch

Luiz Morcelli, do centro de inovação MyCow, integrou a banca da Iguá Lab e considerou a iniciativa da premiação diferenciada. “É importante dar um feedabck para o empreendedor e valorizar o seu esforço. É nítido quem customizou o seu pitch e se preparou”, diz. Entre os critérios observados para a avaliação estavam responder ao desafio proposto, competência técnica e demonstrar paixão e comprometimento.

As dicas de Mariana Soares, co-fundadora da Brazil Lab, uma das empresas organizadoras do Iguá Lab, incluem entender bem as regras da apresentação e qual o público que assistirá ao pitch. “A empresa deve escolher uma pessoa com desenvoltura, conhecimento sobre a solução e paixão pelo negócio, além de realizar ensaios monitorados por cronômetro e customizados para a audiência”, recomenda.

A Talent Matching foi muito prática e objetiva na apresentação. Para mostrar como treinar equipes à distância, foi à frente da banca e exibiu um game customizado em tempo real, com inserção de textos e imagens. Daniel Sgambatti, fundador da empresa, demonstrou como gerar o relatório final, com dados sobre quantas pessoas abriram o sistema, qual foi o desempenho e o grau de absorção do conteúdo. A empresa foi reconhecida pela abordagem diferenciada: ao invés de o empreender contar a solução, mostrou os recursos do seu produto na prática.

A Stattus4 foi mais uma das premiadas. A apresentação de Marília Lara destacou-se por ser clara e simples, mesmo se tratando de uma solução tecnicamente complexa. Consiste na identificação de perdas por meio de numa haste capaz de identificar vazamentos utilizando os princípios da geofonia. “Já fiz um pitch de 3 minutos em espanhol em Buenos Aires para o BID e ficamos em terceiro lugar”, conta. Qual o segredo? “Imprimo o regulamento e monto um roteiro específico, atendendo a todos os pontos”. E finaliza com uma frase que ouviu certa vez: “se você não consegue explicar sua ideia em uma frase, então ela ainda não está madura.”

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